Celebrando e rememorando a venerável Madre Nazarena Majone

julho 5th, 2019 | Posted by FDZ in Sem categoria

Neste ano, de forma específica, as duas comunidades FDZ e RCJ, planejaram conjuntamente ações para o SAV/RogZelo, a fim de animar a Pastoral Vocacional entre as duas famílias, além da grande família eclesial.

Foi então, que organizamos e realizamos um retiro mensal em conjunto no Seminário Rogacionista, no dia 25 do mês de março, dia da Madre. De acordo com a circular nº 38/2019, cujo objetivo: “Ricordando Madre M. Nazarena Majone”, emitida em 16 maio 2019, pela Madre Geral, Teolinda Salemi, pensamos também na celebração das três comemorações em honra da venerável Madre Nazarena Majone em que estamos fazendo memória: 150 anos de seu nascimento; 130 anos de seu ingresso ao Instituto das FDZ e dos 80 anos de sua morte.

Surgiu então, a feliz ideia de pedir ao Pároco, Pe. Mário Alves Bandeira para que o quadro da Madre Nazarena fosse entronizado ao lado da imagem de Santo Aníbal, em nossa Paróquia. Na oportunidade da primeira vinda da Madre Maria Marques em nossa comunidade, no domingo de ramos, ela dirigiu-se ao pároco falando de tal possibilidade. Como já se esperava, não houve nenhuma objeção de sua parte. Mais tarde, a Madre enviou-lhe por escrito o nosso desejo, a fim de registrar mais um degrau na divulgação da venerável junto aos paroquianos, colocando a Madre Nazarena ao lado de Santo Aníbal.

Preparamos o tríduo, dando início no dia 11 de junho, às 19h, durante a Celebração Eucarística para os enfermos, como de costume às terças-feiras, com Padre Mário Alves Bandeira – RCJ. Durante o tríduo o quadro da Madre Nazarena foi levado em procissão até o altar, enquanto se ouvia um resumo de sua biografia. Ao finalizar as orações dos fiéis, foi rezada a oração de pedidos de graças por sua intercessão. Houve muita adesão e receptividade do povo ali presente, que rezou de forma fervorosa, implorando graças e alívio para suas dores sentidas de tantas formas.

No último dia (13/06), especialmente às 19h30 deu-se início à liturgia solene, celebrando Santo Antônio, ressaltando que é conhecido por dar “pães aos pobres” e por sua simplicidade em vida. Dessa forma, relembramos que Santo Aníbal instituiu a devoção do “pão de Santo Antônio” e, lhe deu um lugar central no Instituto das Filhas do Divino Zelo, ao proclamá-lo “especial benfeitor daquela Pia obra”, que, para dar continuidade, pediu que também as Filhas do Divino Zelo que continuassem com tal devoção e gratidão pelos milagres operados através de Santo Antônio, que muitas vezes, fez surgir o alimento cotidiano aos pequenos órfãos de suas obras.

Em nós FDZ, resta a certeza de que a Madre Nazarena ao lado de Santo Aníbal, foi “mulher humilde e forte, fiel e criativa, prudente e de firme vontade”, no desenvolvimento desta obra, pois a preocupação e zelo pelos operários da messe permaneceu em seu coração até o seu leito de morte, como uma ânsia de perfeição nunca saciada.

Com tantos motivos para a Celebração do dia, nos unimos à toda Família do Rogate, reunindo a UOV, Missionárias Rogacionistas, Padres e Noviços – RCJ, dentre outras pastorais e algumas famílias de nossa obra educativa que puderam se fazer presentes.

Antes da bênção final, com o rito de entronização, o quadro da Madre foi incensado, aspergido pelo Presidente da Celebração, Padre Juarez Destro, e, colocado ao seu lugar de destaque, ao lado do nosso Santo Fundador, sob fortes aplausos e comoções. Agradecemos a presença de todos e incentivamos para que peçam a Deus por intercessão da Madre. Após a bênção final, todos os participantes receberam uma sacolinha contendo impressas as datas celebrativas referente ao ano da Madre, e outros impressos com o resumo de sua vida e orações para pedir graças por sua intercessão.

Nossa gratidão é imensa pela realização deste evento religioso que muito bem divulgou as virtudes e santidade da nossa Venerável Cofundadora. Gratidão que expressamos também aos nossos coirmãos rogacionistas pela sintonia conosco e vibração de alegria ao permitir o destaque à Madre em nossa paróquia. Sem dúvida, será bastante lembrada nas orações dos fiéis.

Vamos também inserir a oração à Madre nas liturgias da nossa Paróquia, em momentos vocacionais e no dia 25 de cada mês. Resta-nos a confiança de que possa tão breve ser canonizada para fazer parte da lista dos santos.

Segue um breve histórico:

Maria Majone nasceu em Graniti-Messina/Itália, no dia 21 de junho de 1869 em uma família camponesa e temente a Deus. Ainda muito jovem, aos vinte anos, depois de uma adolescência marcada por notáveis práticas cristãs em família, Maria Majone, sente acender em seu coração a chama da vocação.

Certa de que era chamada por Deus a doar a sua vida aos irmãos, entrou no Instituto das Filhas do Divino Zelo, em outubro de 1989. Merecedora das graças de Deus teve o privilégio de ser acolhida pelo nosso fundador, Santo Aníbal Maria Di Francia, no bairro Avignone onde tudo começou, junto aos pobres na periferia da Cidade de Messina.

O Bairro Avignone, era um pedaço de terra degradada, onde se amontoavam homens e mulheres no mais doloroso abandono, tido como “pedaço de terra maldita”. Maria Majone não recuou frente àquele cenário impressionante, nem permaneceu paralisada, desejou contribuir com a redenção daquelas pessoas. A santidade do Fundador a fascinou e se tornou sua mais fiel discípula.

Em 18 de março de 1892, fez a sua primeira profissão religiosa e recebeu de Santo Aníbal Maria, o nome de Nazarena. No dia 19 de março de 1907, Maria Nazarena Majone consagrou a sua vida definitivamente a Deus, através dos votos perpétuos. A função foi presidida por Santo Aníbal que comoveu a todas com o seu discurso vibrante, que emocionava a todos, especialmente a Nazarena Majone.

Depois de uma longa caminhada de 47 anos de doação total aos mais pobres da sociedade daquele País, faleceu em 25 e janeiro de 1939, aos 70 anos de idade.

Madre Nazarena Majone foi uma mulher humilde e forte, fiel e criativa, prudente e de firme vontade. A preocupação pelos operários da messe permaneceu em seu coração até o seu leito de morte, como uma ânsia de perfeição nunca saciada. O desapego às vaidades do mundo era para ela, primeiramente, desapego da própria vontade, que entregava ao Senhor, para permanecer mais livre na graça e no trabalho pelo Reino de Deus.

Em 1993, após os 53 anos de sua páscoa definitiva foi concluído em Roma, o seu processo de canonização, pelo reconhecimento de suas virtudes. Em 2003, na presença de São João Paulo II foi promulgado o Decreto que reconhece suas heroicas virtudes, declarando-a Venerável Madre Nazarena Majone.

Ir. Eliete Bauer da Cunha

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